Mundo Husqvarna

Profissionais do campo - Gramados e campos
Publicado em 15 de setembro de 2016

Revitalização de gramados esportivos

Trabalho é realizado nas diversas regiões do Brasil em dezembro e janeiro

por Artur Melo

Neste 16º texto, sobre Gramados Esportivos, para o Mundo Husqvarna, teceremos os pertinentes comentários sobre a prática de REVITALIZAÇÃO de gramados, que é feita pelo menos uma vez ao ano, nos gramados esportivos que contam com boa manutenção.

 

Durante a temporada de uso dos gramados, num período de um ano por exemplo, ocorre desgaste provocado pelo intenso uso. Apesar de isso ser minimizado por uma boa manutenção, que execute cortes, fertilização, descompactação, irrigação e verticais leves e periódicas, há que encontrar-se tempo (ao menos 45 dias) para que se possa fazer um trabalho mais contundente de recuperação da espécie vegetal e do campo, ou greens (no caso de Golf), ao fim de cada temporada, ou entre torneios se há um calendário mais equilibrado. Esse trabalho, de revitalização/renovação, com algumas diferenças e particularidades, se faz no hemisfério Norte (Julho/Agosto) e nas diversas regiões do Brasil (Dezembro/Janeiro).

 

Usualmente, no Brasil, a Revitalização, segue a seguinte ordem cronológica:

Rebaixe drástico da altura de corte – para que se possa verificar todas as anfractuosidades e buracos no terreno, causados pelo uso e sedimentação da área;

Corte Vertical – para fazer o controle do tatch (colchão) e impingir pequenos danos à espécie vegetal, para que ocorra no tecido vegetal a sintetização de hormônios de cicatrização/ crescimento (etileno);

Decompactações severas (vazadores ocos e sólidos) – para “reabrir” os macroporos do solo, facilitando o crescimento das raízes, a respiração das mesmas, a manutenção da condutividade hidráulica do solo e da maciez do mesmo para jogo;

Topdress – cobertura com areia, para renivelamento do piso, retirando todas as anfractuosidades e deixando o piso nivelado para a prática desportiva da próxima temporada;

Adubações intensas – usando além de macro e micro nutrientes, fito hormônios, para a pronta condição de uso do campo/gramado.

Corte drástico, o uso da vertical, retirada de restolhos e a cobertura mecanizada com areia (Topsoil)Arquivo

Corte drástico, o uso da vertical, retirada de restolhos e a cobertura mecanizada com areia (Topsoil)

 

 Descompactação mecânica do solo – vazadores sólidosArquivo

Descompactação mecânica do solo – vazadores sólidos

 

Com esse processo, em 35 a 40 dias e a baixo custo, o gramado volta a estar apto a ser usado, por mais uma temporada, desde que com a devida manutenção e um calendário racional.

 

CONCLUSÃO

 

Em geral, não há necessidades de replantios gerais, desde que se faça uma manutenção intensa e frequente, durante o período de uso do gramado, e, pelo menos, uma Revitalização anual no piso para prática desportiva, concomitantemente a um uso racional do piso.

 

Saudações Agronômicas e até a próxima!

 

* Artur Melo é engenheiro agrônomo formado pela UFRJ, projetista e consultor em gramados esportivos (Golf e Futebol) e irrigação automatizada. Com mais de 20 anos de experiência, em projetos de gramados, já atuou nos principais Clubes, CTs, Estádios e Empreendimentos Turístico/Imobiliários do mundo.

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