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Jardinando - Jardinagem
Publicado em 6 de outubro de 2015

Plantas precisam de nutrientes

Macronutrientes e micronutrientes são importantes para o desenvolvimento das plantas

por Rosalba da Matta Machado

Os nutrientes que as plantas necessitam em maior quantidade são chamados de macronutrientes: nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S). Os micronutrientes, também importantes, mas necessários em muito menor quantidade, são: manganês (Mn), zinco (Zn), cobre (Cu), ferro (Fe), molibdênio (Mo), boro (B) e cloro (Cl).

 

Agregados nos adubos, o nitrogênio, o fósforo e o potássio são chamados de NPK. Conforme as necessidades fisiológicas das culturas, há formulações específicas. Deste modo, existe o NPK 4-14-8, que fornece 4% de nitrogênio, 14% de fósforo e 8% de potássio; ou o 10-10-10, que fornece 10% de nitrogênio, 10% de fósforo e 10% de potássio; entre outras.

 

Os adubos podem ser químicos e orgânicos. Os químicos apresentam em sua formulação uma exata proporção dos elementos fornecidos e têm como característica principal a rápida oferta dos nutrientes para a planta. Os adubos orgânicos, comumente chamados de esterco, apresentam quantidades variáveis de elementos químicos. Aqui, mais devagar, tornam-se disponíveis para as plantas.

 

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Do nitrogênio nenhuma planta prescinde. Sua carência manifesta-se, inicialmente, em tons amarelados nas folhas e crescimento reduzido. Gramados dependem e muito deste nutriente.

 

O fósforo atua na multiplicação celular. Influi na floração, formação e maturação dos frutos. O sintoma de sua deficiência aparece nas folhas mais velhas: ficam com coloração verde azulado. São recomendadas maiores doses de fósforo para plantas ornamentais com sua generosa floração.

 

Não menos importante para a vida e o crescimento das plantas, o potássio é responsável pelo equilíbrio hídrico. Na sua escassez, reduz-se o crescimento, especialmente, das plantas frutíferas.

 

Pesquisas feitas na Universidade da Califórnia, na Universidade de Washington, no Instituto Max Planck, na Universidade de Bonn, na Suíça (Universidade de Lausanne) e na Itália (Laboratório Internacional de Neurobiologia Vegetal) afirmam que as plantas não só sentem estresses e agressões sofridas por predadores como também se lembram das agressões. E, além disso, são capazes de perceber e interpretar estímulos elétricos e químicos. Algumas delas até se comunicariam com as vizinhas, alertando-as da chegada de predadores.

 

Talvez por isto é que se diga que conversar com as plantas fazem-nas crescerem mais bonitas. Apesar das recentes descobertas sobre as plantas, parece ainda não haver estudos capazes de afirmar o quanto elas tiram proveito de cuidados próximos, de uma conversa e de uma música.

 

Isso, contudo, não nos impede de “ouvi-las”. Por meio de suas folhas, frutos e caules, são vários os sinais que emitem, indicando suas necessidades nutricionais. Ao se perceber quais são esses sinais, há chances de entender o que elas estão a pedir. Não deixa de ser uma forma de comunicação.

 

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Para que se tenham plantas bonitas, com flores e frutos em farta messe a sazonar, que se saiba do momento climático próprio para a adubação e em qual estágio fisiológico ela se encontra. E qual é o adubo certo para cada momento. Neste caso, não devemos esperar que ela mesma nos diga.

 

Burle Marx, a simplificar tudo, teria nos dito: “Para se desenvolver, plantas precisam mesmo é de titica de galinha”.

 

 

*Rosalba da Matta Machado é formada em Engenharia Agronômica pela Universidade de Brasília e possui especialização na área de paisagismo. Com expertise de mais de 15 anos no mercado, já atuou em vários estados brasileiros em projetos de jardins para áreas residenciais, rurais comerciais e governamentais.

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