Mundo Husqvarna

Publicado em 9 de novembro de 2017

Químico ou orgânico: como escolher o melhor adubo para a grama

A adubação, seja orgânica ou química, ajuda o solo a manter-se fértil, repleto de nutrientes, para que a grama cresça de forma saudável.

O verão está quase chegando e as opções de passeios são infinitas, mas poucos superam aproveitar os dias de muito calor em um gramado verde e macio de um parque ou jardim. Mas para manter a grama do jeito que você acabou de imaginar enquanto lia as primeiras linhas deste texto, você precisa estar atento à três pontos: regas regulares, poda bem feita e adubação correta.

 

As regas frequentes e na quantidade certa são essenciais para o crescimento saudável da grama, reduzem a poeira no ar e regulam a temperatura do solo. Já a poda ajuda ajuda a manter a estética impecável do jardim e evita o crescimento de ervas daninhas e plantas indesejadas que costumam absorver muitos nutrientes do solo. A adubação, por fim, ajuda o solo a manter-se fértil, repleto de nutrientes, para que a planta (grama) cresça de forma favorável.

 

Cada uma dessas etapas possui características distintas, bem como cada planta possui diferentes necessidades de nutrientes. É por esse motivo que, na hora de realizar qualquer uma delas, você deve conhecer o solo e entender de que forma aplicá-las para manter o gramado nutrido, saudável e bonito, sem que o gramado pareça descuidada.

 

Tratando-se de adubagem, as gramas por suas características respondem muito bem à adubação química. Mas há também o orgânico que costuma ser mais barato e não polui a planta. Para saber como escolher o melhor adubo para a grama do seu jardim, confira abaixo:

 

Adubo orgânico

 

A adubação orgânica é aquela que tem origem em matéria animal ou vegetal, como esterco, cascas e restos de vegetais decompostos ou ainda em estágio de decomposição. Considerada a solução mais ecologicamente correta e sustentável, os compostos orgânicos são a principal opção para que não haja queima do colo da planta em decorrência da fermentação dos resíduos.

 

Tipos comuns de adubo orgânico

 

Esterco animal

 

Curta o esterco antes de aplicar nas plantas: em caso de opção por adubação orgânica, é fundamental curtir o esterco antes de colocá-lo na planta. O esterco em seu estágio “fresco” é muito rico em nitrogênio e esse gás, como também a amônia, é considerado tóxico a espécies vegetais.

 

Outro tipo de adubo orgânico já utilizado amplamente por hortelões urbanos é o esterco de animais herbívoros, como vacas, ovelhas e cavalos. O que muita gente não sabe é que os dejetos dos animais não podem ser depositados na terra de imediato. É preciso que permaneçam misturados e diluídos na água por, pelo menos, duas semanas, expostos ao sol durante a maior parte do dia, explica a hortelã Samantha Kusniaruk, que também é formada em botânica.

 

Depois do tempo citado acima, você pode usar o líquido gerado no processo para borrifar sobre as plantas, além de usar o estrume curtido para adubar a terra. Caso o hortelão adicione o esterco assim que produzido pelo animal, sem deixá-lo exposto ao sol e diluído, os dejetos podem queimar e quebrar as raízes das plantas.

Compostagem

 

A compostagem é um processo que ocorre de forma natural, por meio da ação de fungos e bactérias na degradação da matéria orgânica, em condições ideais de temperatura, aeração e umidade.

 

Além de colaborar para o aproveitamento dos resíduos orgânicos, a compostagem melhora a estrutura dos solos, evita o uso de fertilizantes sintéticos e incentiva a diminuição de aterros e lixões – combatendo, também, os animais atraídos pelo excesso de matéria em decomposição

Em alguns casos, o processo da compostagem varia de semanas a meses para transformar a matéria orgânica em adubo. Entre os materiais mais utilizados para adubagem estão os restos de grama cortada, podas de arbustos e cercas vivas, ervas daninhas e quaisquer outros resíduos, frequentemente descartados no lixo de casa.

 

Eles são ricos em nutrientes como nitrogênio, potássio e fósforo – e por isso tornam-se essenciais para uma boa composição dos gramados e jardins -, além das serragens não tratadas (sem verniz) e das folhas secas, ricas em carbono, que evitam o aparecimento de animais indesejados e o mau cheiro.

Adubo químico

O adubo químico, também conhecido como adubo inorgânico, é extraído de minerais ou derivados de petróleo, como os fosfatos, os carbonatos, os cloretos e o salitre do Chile. A opção por essa versão é feita por quem busca uma absorção – e consequentemente um resultado – mais rápido. Os adubos inorgânicos também possibilitam uma maior assertividade de seus componentes: como tem composição química definida, é mais fácil determinar a quantidade a ser usada em cada caso.

 

Esse tipo de adubagem pode ser encontrada no mercado como Fertilizante NPK  (N = nitrogênio, P = fósforo, K = potássio) e em diversas formulações. Geralmente, recomenda-se usar a composição NPK 10-10-10 (50 g/m2) que oferece uma composição equilibrada para a sua grama.

 

Porém, vale lembrar que este fertilizante é muito forte e não deve ser misturado ao solo, e sim, os grânulos devem ser jogados por sobre a grama para evitar que ela entre em contato com a raiz da grama. Os nutrientes serão absorvidos pelo solo e grama conforme a grama é regada. O uso excessivo do adubo químico pode causar desastres ambientais. É indicado ainda é que, na dúvida, se aplique menos fertilizante ou exatamente a quantidade sugerida na embalagem.

 

Terra vegetal

 

A terra vegetal, também conhecida como adubada, é certamente o processo mais comum de adubagem. Além de manter a grama verde, ela ajuda na manutenção e recuperação dos gramados que estão saudáveis. Normalmente são vendidas por m³ ou ensacadas, e o preço varia de acordo com a quantidade. Um pacote com 30 kg pode custar R$ 10.

 

Para aplicá- la, basta espalhar a terra sobre todo o gramado de modo que a mesma se aloje entre o caule e as folhas da grama. A cobertura com terra ajuda na retenção de umidade e também no processo de brotação da grama recém plantada.

 

Devo utilizar adubo orgânico ou químico?

 

Para fazer esta escolha, conheça bem as propriedades do solo em que você está trabalhando. Mas, no geral, o indicado é realizar uma combinação equilibrada no uso de adubos orgânicos e químicos, pois ambos possuem vantagens e objetivos diferentes.

A vantagem do adubo orgânico está em seu tempo de duração no solo e ele costuma a ser misturado ao solo para torná-lo mais fértil. Porém, a absorção dos nutrientes ocorre de maneira mais lenta requerendo um tempo maior para ser absorvido.

A vantagem do adubo químico está em seu fácil manuseio e pela sua rápida absorção pelo solo, uma vez que os nutrientes se apresentam na forma iônica. Além disso, pode-se calcular para cada caso, a composição química necessária para a adubação de solos específicos. Porém, devido à sua rápida absorção, o efeito do adubo químico dura pouco requerendo uma adubação mais frequente, a cada 3-4 meses.

 

Mas independentemente da sua escolha, não exagere ou seja escasso na hora de adubar a grama. Rosalba da Matta Machado, formada em Engenharia Agronômica pela Universidade de Brasília e especializada em paisagismo, comentou ao Mundo Husqvarna que a adubação no plantio deve ser criteriosa.

 

“Usa-se calcário e adubo químico composto de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), com maior quantidade de fósforo, devido à alta necessidade desse nutriente logo após o plantio, pois é o fósforo o responsável pela formação das raízes. Já o nitrogênio, justamente pela ausência de raízes aptas a absorver este elemento químico, não é tão exigido nos primeiros 30 dias. O uso em excesso provoca a desidratação das raízes além da perda por lixiviação (ação da água lavando o solo e levando junto o nutriente)”, afirma Machado.

 

Quando devo adubar a grama?

 

Adube mensalmente, mas evite as temperaturas mais frias, como o período de maio a julho. Além disso, o recomendado é que o processo seja feito em dias nublados, para não sofrer com os efeitos do calor nem espalhar inadequadamente com a chuva.

Agora que você já sabe o tipo de adubo que há no mercado, bem como quando deve utilizá-lo, antes de iniciar o processo de adubação, você deve podar a grama para que todos os nutrientes do adubo sejam aproveitados de forma uniforme. Para tanto, você precisa de uma máquina de cortar grama que não dê trabalho. A HU700H da Husqvarna possui tração traseira com velocidade de deslocamento variável e sistema TrioClip® 3 em 1: descarte, coleta e reciclagem.

Imagem do cortador de grama HU700H da Husqvarna

O versátil cortador de grama HU700H possui tração traseira com velocidade de deslocamento variável e sistema TrioClip® 3 em 1: descarte, coleta e reciclagem.

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