Mundo Husqvarna

Agronegócio
Publicado em 23 de dezembro de 2016

Cerveja artesanal cresce e beneficia agricultura

Nicho de cerveja artesanal, anteriormente pouco explorado, tende a crescer nos próximos anos

Resultado da fermentação de materiais com amido, principalmente cereais maltados como a cevada e o trigo, a cerveja é uma das bebidas alcoólicas mais apreciadas no Brasil. Essa preferência nacional deu lugar nos últimos anos a um nicho antes pouco explorado: o mercado das cervejas artesanais. Em um período de crise como o enfrentado pelo país, muitas pessoas expandiram ou criaram novos negócios focando na produção da cerveja de forma artesanal: o mercado é promissor e tende a crescer nos próximos anos.

 

Esse otimismo do setor se dá pelo fato de que, se juntar a bebida artesanal e industrial, o Brasil se encontra no terceiro lugar entre os maiores consumidores mundiais de cerveja, com aproximadamente 10,4 bilhões de litros, ficando atrás somente dos americanos (10,7 bi) e chineses (14 bi).

 

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Mercado cervejeiro no país

 

De acordo com o último levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), feito em meados de junho, atualmente o Brasil conta com 397 cervejarias registradas – sendo cerca de 320 artesanais. Boa parte está concentrada na região sul do país, principalmente no Estado de Santa Catarina que, pela preservação das origens germânicas, conta com 34 cervejarias artesanais registradas na Associação das Microcervejarias Artesanais de Santa Catarina (ACASC)

 

Em 2013, no entanto, esse número era de 242, sendo 200 artesanais. O aumento anima quando tomamos o exemplo dos Estados Unidos que em 30 anos tiveram um aumento de 90 cervejarias para 2,48 mil – sendo 90% delas com produção artesanal. Em relação aos Estados Unidos, ainda que o mercado brasileiro ainda seja menor, seu crescimento é maior com uma estimativa de chegar a 2,5 mil cervejarias em 20 anos.

 

De acordo com o Mapa, atualmente são distribuídos cerca de 80 tipos de cerveja. O registro é concedido para produtores, padronizadores, envasadores, importadores, exportadores e atacadistas. O ministério se responsabiliza também pelo controle da qualidade das cervejas importadas além das produzidas em solo nacional.

 

Impactos do mercado na agricultura

 

Esse crescimento latente do mercado cervejeiro, principalmente nos últimos quatros anos, já mostrou sua força também na agricultura – responsável pelo fornecimento de insumos para essa produção. O fenômeno já beneficia o segmento de cereais de inverno e até produtores de frutas nativas do Norte e do Nordeste, que viram sua renda crescer até 30%.

 

Para suprir o mercado cervejeiro – industrial e artesanal – estima-se o envolvimento de 10 mil famílias em cerca de 117 mil hectares e uma geração de riquezas de cerca de 1,6% do PIB. Apesar de o mercado das microcervejarias ainda ser pequeno (menos de 1%), é dele que vem o maior crescimento e é nele que muitos produtores rurais estão apostando. Inclusive no fornecimento de insumos como frutas e mel, que anteriormente só eram vendidos para a produção culinária.

 

Um segmento com potencial, mas que ainda é pouco explorado pelos produtores brasileiros, é o de fornecimento de cevada. Como a legislação brasileira permite substituir uma parte da cevada por outros cereais que fornecem extrato e carboidratos para a fermentação, o milho, o arroz e o sorgo tornam-se alternativas à cevada para a produção cervejeira.

 

Outra opção viável é o trigo, que compõe a base de algumas cervejas comercializadas no País. Por isso, principalmente no sul do País – por causa do clima – o investimento na cevada tende a ser uma boa porta de entrada no ramo, além é claro, de se investigar as formas viáveis de suprir as demandas com outros cereais.

 

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Mercado cervejeiro ganha com apoio para uso de milho e arroz

 

Apesar de criticada por muitos produtores e consumidores que defendem a lei da pureza, instituída em 1516 na Alemanha e que determina que na produção de cerveja é permitido usar apenas água, cevada e lúpulo, a utilização de outros cereais como milho e arroz na cerveja já está sendo assimilado pelo pensamento brasileiro. Essa mudança de postura já atinge a indústria de cerveja e é mais uma das expansões boas para o mercado.

 

De acordo com as normas brasileiras, é permitido adicionar às cervejas até 45% de cereais diversos. Atualmente a preferência é pelo milho que, com o aumento das microcervejarias, tende a experimentar um aumento da demanda.

 

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Fonte: Mundo Husqvarna

 

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