Mundo Husqvarna

Agronegócio
Publicado em 20 de maio de 2016

A importância do milho na restauração de solo degradado

Aliando a produção do grão com técnicas de plantio direto é possível recuperar áreas e ainda aumentar os lucros com as plantações

plantacao-de-milho-racadeira-husqvarnaFoto: shutterstock

Em muitas fazendas do país uma nova técnica tem sido utilizada para recuperar o solo e pastagens degradadas. É o cultivo do milho. A escolha do grão se deve ao fato dele se adaptar facilmente em áreas com baixa e média fertilidade e ter custo acessível. Além disso, a combinação do grão com o capim garante boa produtividade. Nessa junção o solo também fica mais protegido de erosões.

 

Em geral outras técnicas de recuperação saem bem mais caro para os produtores e podem demorar a dar resultados desejáveis. A Embrapa faz a seguinte projeção: imagine uma lavoura que produz de 100 a 120 sacas por hectare. Se ela estiver rendendo apenas 50 sacas o produtor está perdendo dinheiro e gastando mais em correções e adubos do que se tivesse um solo conservado. Com o plantio de milho em cerca de 3 anos o solo já dá sinais de melhora e aumento de produção. O prazo parece longo mas é bem mais vantajoso financeiramente e para o meio ambiente.

 

O cultivo

 

O pesquisador do Núcleo de Desenvolvimento de Sistemas de Produção da Embrapa Milho e Sorgo – MG, Ramon Costa Alvarenga, esclarece que o produtor que optar pelo cultivo do milho deve ter em mente que a boa produtividade do grão está diretamente relacionada com um solo bem condicionado (correção química e física do solo). O cultivo começa no preparo da área. Se ela estiver muito suja pode ser limpa com a ajuda de uma roçadeira. Depois faz-se a gradagem do solo, aplicação de calcário, e o plantio da semente junto com o adubo. A pastagem é formada após a colheita.

 

O pesquisador ainda afirma que o milho é uma gramínea que produz grande quantidade de resíduos vegetais (6 a 10 toneladas de palha/ha). Estes resíduos são importantes na reciclagem de nutrientes, como fonte de alimentos aos micro e mesorganismos do solo que dão origem à matéria orgânica. Essa matéria tem papel fundamental junto com as argilas para dar estabilidade e garantir boa infiltração e distribuição da água no solo. “Isto ajuda a reduzir a erosão do solo e as perdas de água e nutrientes. A palhada do milho também é muito importante como cobertura morta do solo, evitando que os pingos de chuva atinjam diretamente ele desagregando-o e portanto, tornando-o facilmente transportável pela enxurrada”, explica.

 

Além da palha as raízes, depois de decompostas, também ajudam na formação de canais que mantém o solo rico e ajudam a conservar os recursos hídricos. O milho é uma das poucas espécies que fornecem essas substâncias e por isso é muito utilizado na rotação de culturas do plantio direto.

 

O especialista destaca que a correção e adubação adequadas devem visar todo o sistema produtivo e não apenas uma cultura isolada. “O manejo adequado do solo visa a sua preservação e aumento da produtividade. Não cultivamos milho para simplesmente melhorar o solo. O fazemos objetivando a produção. Mas, existe maneiras racionais de cultivá-lo em que unimos a produtividade com a preservação do solo. Unimos o útil ao agradável”, enfatiza.

 

Fonte: Mundo Husqvarna

 

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